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O meu novo trabalho e impressões de Berlim

O meu novo trabalho e impressões de Berlim

Achei bem pôr-vos um pouco a par do que andarei fazer a nível profissional nos próximos tempos e ,não sendo o 125azul um blog de viagens, falar um pouco de Berlim, uma cidade que irei visitar várias vezes nesta minha nova posição. Talvez saibam, ou não, que antes da nossa volta ao mundo trabalhei numa empresa chamada Amadeus, uma das maiores do mundo de “Travel Technology”, que de uma forma muito simplificada, faz software para companhias aéreas, agências de viagens, hotéis, etc, fazendo ainda a ligação  entre todos estes actores. (por exemplo, quando fazem uma reserva na British Airways o site foi feito pela Amadeus, assim como todos mecanismos de busca de um preço, um lugar e um preço, bem como a reserva final. Se fizerem o mesmo numa agência de viagens online, é também muito provavável que a busca de voos e preços seja feita via Amadeus). É um empresa bastante grande, com cerca de 12 000 pessoas a nível mundial, e tem escritórios em quase todos os países do mundo.Onde trabalho, em Nice, há cerca de 5000 pessoas! O plano inicial, quando tirei uma licença sabática seriam em primeiro de viajar e depois de começar um startup na área do turismo. Ideias havia (e há) algumas, mas como poderão calcular, vi rapidamente a meio da viagem que a nível financeiro seria difícil ter dois projectos, sorvedores de dinheiro, de uma forma consecutiva. Ao mesmo tempo resolvi dar uma “segunda oportunidade” ao mundo corporate e sendo assim decidi voltar à Amadeus. Quis o destino que a posição que encontrei tenha sido, não na grande empresa mãe, mas numa Startup alemã que a Amadeus comprou há pouco tempo na área de Publicidade Online chamada Travelaudience!Esta startup, sedeada em Berlim, é especializada na área de Publicidade Online para o sector das viagens,  e eu vou fazer Business Development na área das companhias aéreas, ou seja, criar novos produtos de publicidade online, para companhias aéreas, baseadas em toda a informação  que a Amadeus tem.     Vai ser fixe! Vou continuar a estar sedeado em Nice, onde adoro morar, (sol, praia, montanhas), nos escritórios da Amadeus (que são agradáveis) mas a trabalhar para uma startup dinâmica numa área cool como a publicidade, ainda para mais na minha área, sector das viagens! E Berlim?  Berlim é onde a Travel Audience está sedeada, com todos os seus trabalhadores! Por enquanto serei o único em Nice, pelo...

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Galle- Regresso ao passado na cidade mais típica do Sri Lanka

Galle- Regresso ao passado na cidade mais típica do Sri Lanka

O Sri Lanka tem um atractivo especial para qualquer visitante português: a ligação histórica que temos com este país que data da altura dos Descobrimentos. Aquando da chegada dos Portugueses a Cochim, depressa se aperceberam que muitas das especiarias vinham de mais longe e que a Índia era apenas uma plataforma de comércio. Foi assim que surgiu o interesse dos nossos antepassados por explorar mais além e um dos primeiros sítios que conquistaram foi o então chamado Ceilão, conhecido na altura por ser o principal centro produtor de canela na Ásia. Uma das primeiras coisas que nos apercebemos, especialmente por quem começa a visita do SriLanka por Negombo, é a quantidade de igrejas católicas que existem, assim como a profusão de apelidos portugueses: Silva, Fernandes, Pereira… Talvez mais importante ainda tenha sido o legado linguístico que deixámos com muitas palavras em singalês de origem portuguesa, como camisa, calças, sapato, janela, carteira… (tenho a impressão que  os srilankeses adoptaram os nomes de todas as novas coisas que trouxémos da Europa na altura!). A adopção da língua portuguesa a esta escala e acima de tudo a quantidade de nomes portugueses que se encontram ainda hoje é ainda mais incrível sabendo que a permanência lusa durou apenas 150 anos, antes de sermos derrotados pelos holandeses, os senhores que se seguiram! O melhor sítio do Sri Lanka para poder apreciar uma cidade colonial e ter um feeling de uma outra época onde os nossos antepassados governavam a Ilha, é Galle. Esta é sem dúvida a cidade melhor preservada do Sri Lanka, tanto que o centro histórico, dentro das muralhas do forte, é considerado como património mundial da Unesco. Qualquer visita do Sri Lanka tem que obrigatoriamente passar por esta cidade. O meu conselho é que a visitem no fim, antes de tomar o voo de volta em Colombo, aproveitando para passar uns dias de descanso da volta à ilha, se preparar para o voo de volta, e, importante, aproveitar para comprarem as vossas souvenirs, já que este sítio é dos que tem mais variedade e qualidade na ilha para este tipo de coisas. O forte de Galle, começado a construir pelos Portugueses e terminado pelos Holandeses será certamente familiar para quem conhece a cidade fortificada de Valença, na fronteira de Portugal com Espanha. Grandes muralhas escuras de granito, com diferentes níveis. Hoje em dia, sobretudo no fim de semana, servem de caminho de passeio...

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Tangalle- THE beach

Tangalle- THE beach

  Já toda a gente viu o famoso filme The beach, onde um jovem Leonardo de Caprio parte numa missão de encontrar a praia mais paradisíaca e isolada na Tailândia. Faz hoje parte dos clássicos filmes para viajantes. De certa maneira todos nós somos como o Leo quando planeamos visitar um novo país, conhecido pelas suas praias. Qual escolher? Onde encontrar aquele areal perfeito, as águas cristalinas, o sol e, acima de tudo, onde evitar as multidões de gente como nós. Ora ao planearmos a nossa visita ao Sri Lanka também nós nos encontrámos nessa mesma posição. Onde encontrar a praia perfeita, num país conhecido por boas praias mas onde algumas delas, as mais conhecidas, já passaram para o dark side do turismo de massas? Experimentámos Negombo, à chegada ao Sri Lanka, mesmo ao pé do aeroporto, para recuperar do jet lag, mas sem grandes expectativas, o que se revelou acertado. Como visitámos em Novembro/Dezembro, a parte Norte e Este estava na época das monções, pelo que ficaram logo de fora do nosso leque de escolhas. Sobrou a costa Sul do Sri Lanka, conhecida por praias lindíssimas e por ser, historicamente, mesmo durante os longos anos de guerra civil, uma zona de turismo. Queríamos a praia isolada, com poucos hotéis, restaurantes ou lojinhas. Queríamos paz e sossego e praia (quase) só para nós. Queríamos grandes areais e palmeiras. Queríamos um bom hotel para poder descansar e comer uma boa refeição ao fim do dia. Encontrámos tudo isto em Tangalle. Situada na parte mais a este da costa sul, antes de se chegar à zona do famoso Parque Nacional de Yalla, Tangalle fica no extremo oposto da zona balnear mais turística do Sri Lanka. Regra geral podem assumir que quanto mais afastado de Colombo forem, menos turística e sobre desenvolvida será a praia. As praias em redor de Galle por exemplo são turísticas de mais, Mirissa a meio caminha para Tangalle é aceitável ao que parece, e ao chegarmos a Tangalle há muito menos oferta turística compensada com termos a praia só para nós. A nossa volta ao mundo foi cheia de sítios incríveis mas não foi muito forte em termos de praia, à excepção de Flores na Indonésia e Jericoacoara no Brasil. Mas em nenhuma destas praias tivémos longos areais, com grandes ondas e uma linha de selva sem ver vivalma. Só aqui em Tangalle!     Este troço...

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Back of Beyond Sri Lanka- Um eco lodge a descobrir

Back of Beyond Sri Lanka- Um eco lodge a descobrir

Não sei se isto vos aconteceu, mas enquanto viajante, à medida que os anos passam tenho tido tendência a abrandar o ritmo a que visito cada destino. Se isso me proíbe de ver tudo, não faz mal, o que visito ficarei a conhecer melhor. Quando comecei a viajar, há já quinze anos (como o tempo passa rápido…), era exactamente o contrário. Queria ver tudo o que havia para ver, numa sede e energia incansável que, sei agora, fez não me aproveitar certos sítios e experiências da melhor maneira. Mas é assim a inexperiência e irreverência da juventude. Ao mesmo tempo, ao decidirmos passar mais tempo em certos sítios num viagem, à medida que temos menos disponibilidade para viajar ( que saudades de ter meses e não semanas de viagem) e que o nosso orçamento para viajar cresce com a nossa carreira, o alojamento passa de  um bem básico, não prioritário, onde o único critério ser poder pousar a mochila em segurança, a algo central nas viagens, como parte integrante da experiência. Posso vos dizer que frequentemente olhamos para trás para a nossa volta ao mundo e a par dos destinos e das pessoas que conhecemos lembramo-nos com saudades de sítios onde ficámos como o Umajati Retreat em Bali, o Masodini Lodge na África do Sul ou o Pierre Point Wines na Austrália… Viajar mais lentamente, passando alguns dias no mesmo sítio e poder encontrar um alojamento  que faça parte integrante da nossa viagem e uma experiência em si são as duas razões pelas quais adorámos o Back of Beyond, um grupo de 5 propriedades de eco turismo no Sri Lanka. Os lodges do Back of Beyond  encontram-se regra geral completamente isolados de qualquer interferência humana, no meio de grandes propriedades onde a selva e os animas ao ar livre são a regra.   Touch Gently assim se resume a sua filosofia: sim, aceitam que enquanto alojamento turístico são intrusos, mas esperam que o impacto natural e social no meio seja tão minímo que se seja apenas um leve toque. No DNA do Back of Beyond está o respeito pela Natureza. O proprietário, o Sr. Yohan Weerasuriya, tomou gosto pela fauna e flora enquanto criança, ao viajar com o pai em expedições fotográficas no meio da selva da ilha. Esta paixão perdurou sempre, e depois duma carreira profissional bem sucedida resolveu criar um sítio onde permitisse às pessoas experienciar o que ele sempre vivenciou pelas matas do Sri...

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Thulusdhoo Maldivas – paraíso autêntico e acolhedor !

Thulusdhoo Maldivas – paraíso autêntico e acolhedor !

  A ilha de Thulusdhoo é um dos sítios das Maldivas onde se pode ir para experienciar o chamado turismo local. Ao contrário das ilhas resorts, onde toda a ilha é um hotel ( e onde os empregados do hotel vivem em zonas próprias, separadas dos hóspedes), as ilhas como Thuslusdhoo são habitadas por uma população fixa, normalmente pequena, que vive da pesca, comércio e serviços locais. Como expliquei no meu artigo anterior, até há pouco tempo era apenas possível ir as Maldivas e ficar nas ilhas resort. Porém, desde há alguns anos para cá, o governo das Maldivas, liberal na altura, como forma de desenvolver a economia local e de abrir as ilhas ao mundo exterior, autorizou os locais a gerirem os seus próprios alojamentos turísticos. Como devem imaginar, num sítio paradisíaco mas isolado como as Maldivas,  onde não há muitas oportunidades de fazer negócios, esta foi agarrada com as duas mãos pelos Maldivianos. Nas ilhas mais perto da capital Malé, onde os custos de transporte para os turistas são razoáveis, tem-se vindo a desenvolver uma verdadeira indústria de turismo local, num misto de pequenos e médios hotéis e residenciais que tornaram as Maldivas acessíveis a muito mais gente com orçamentos mais modestos, para além de proporcionar uma experiência muito mais autêntica. O desafio é agora saber gerir este boom de desenvolvimento turístico, num sítio onde ainda há pouca sensibilidade da população local  para tópicos como turismo sustentável, experiências autênticas, etc…   Porquê Thulusdhoo?   Thulusdhoo é uma ilha que, para quem procura experiência autênticas, está no ponto rebuçado! Tem já uma boa variedade de alojamentos turísticos a diferentes preços, oferta a nível de actividades e excursões e alguns sítios para comer, sem ter ainda muitos turistas. Sente-se que a população local, muito acolhedora, vive ainda no seu dia à dia de sempre, ainda inalterado pela recente chegada em pequenas quantidas dos turistas à sua ilha. Como escolher entre tantas ilhas com turismo local, e porquê Thuslusdhoo em particular? No nosso caso Thuslusdhoo ficava perto da ilha resort onde ficámos alguns dias (Adaran), o que a a nível de tempo de transporte e acima de tudo custo transfer privado ( um dos grandes custos quando se vem às Maldivas) fazia sentido. Thulusdhoo é ainda conhecida por ser uma ilha com boas ondas, ao largo da praia, o que para surfistas é um critério chave! E agora que lá estivémos sabemos que...

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