Vale Sagrado Cusco- À descoberta do mundo dos Incas

 

Pode-se dizer que Cusco é provavelmente a cidade mais turística da América Latina já que serve de ponto de partida para a atração mais importante do continente Sul Americano: Machu Pichu. Nós gostámos bastante desta cidade, como contámos num post anterior,  que ainda que muito turística conseguiu manter um charme e um ambiente único, numa mistura de época colonial espanhola e tradições nativas.

Mas Cusco é apenas o ponto de partida para toda uma região ao seu redor, que normalmente se visita como aperitivo e introdução  antes de chegar ao climax que são as ruínas de Machu Picchu. Toda esta zona à volta de Cusco e a caminho de Machu Picchu é conhecido como Vale Sagrado. É acima de tudo um sítio para amantes dos vestígios arqueológicos incas mas também para ver de perto a cultura indígena andina.

 

Como descobrir o Vale Sagrado Cusco?

 

Em termos práticos, quais são os sítios a não perder no Vale Sagrado Cusco, sobretudo quando o tempo é limitado?  Podemos dizer que três: Pisac, Ollantaytambo e Moray.

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Essencialmente há duas maneiras para descobrir o Vale Sagrado. A mais barata, rápida e conveniente é escolher uma das dezenas de excursões que saem todos os dias de Cusco de autocarro, e que num dia nos levam a estes três sítios, normalmente com almoço incluído. Agora a experiência em si não é das mais autênticas e é mesmo um pouco apressada de mais. É a voz da experiência que fala. Se fosse hoje, teria feito de maneira própria, utilizando transporte público, e utilizar dois dias para ver estes 3 sítios. Dia 1 ir até Pisac, ver as ruínas e descobrir o mercado e ao fim do dia ir para Ollantaytambo. No segundo dia, descobrir Ollantaytambo ao início da manhã antes das multidões de turistas chegarem e ao início da tarde ir e vir até Moray, também antes das excursões chegarem. Voltar para Ollantaytambo e daí seguir para Machu Picchu, no mesmo dia ou no dia seguinte. Se puderem ficar mais um dia no Vale Sagrado e ver as coisas nas calmas, aconselho vivamente!

Independentemente da maneira de como escolherem descobrir o Vale Sagrado terão sempre de comprar o Boleto Turístico para o circuito 3 que dá entrada para as ruínas de Pisac, Chichero, Moray e Ollantaytambo, durante 2 dias. Pode-se comprar em Cusco ou na estrada para Pisac. Custa 70 soles.

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Pisac

As ruínas de Pisac são normalmente  a primeira paragem no circuito do Vale Sagrado. Para quem vem de excursão,  somos deixados já lá em cima. Mas para quem chega em transporte público há ainda que negociar com um táxi o transporte até lá acima ou fazer a caminhada montanha acima, num desnível de 600m, que dura cerca de 2 horas. (Para quem gosta de caminhar, a melhor opção será subir de táxi e descer a pé, durante uns 50 minutos).

É o cenário que é o mais incrível com o vale lá em baixo e a  encosta murada, em sucessivos níveis de terraços de plantação, que permitiam aos Incas cultivar toda a montanha. No topo da montanha, podemos encontrar os vestígios da antiga povoação inca, que apesar de em si não ser extraordinário, recompensa quem escala até lá acima com vistas incríveis do vale e da encosta murada!

A povoação de Pisac, cá em baixo no vale, é relativamente recente e a maior atração é mesmo o mercado. Tem bastante oferta do tipo de produtos artesanais que se vê um pouco em todos os mercados pelo Peru, Cusco incluído. Vale a pena para passear uma boa hora e comprar recuerdos.

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 Ollantaytambo

Esta povoação é uma boa base para explorar todo o Vale Sagrado. Para além das ruínas incas que há a explorar é ainda o ponto de partida do comboio para Macchu Picchu e tem bastante oferta a nível de alojamento e restaurantes.

As ruínas são também bastante agradáveis mas o cenário não é tão incrível como em Pisac. Para além disso, é o típico sítio que fica bastante cheio de turistas rapidamente e por ser bastante apertado estraga um pouco o ambiente e acima de tudo, as fotos! É por isso que recomendamos vivamente ficar aqui em Ollantaytambo e ver as ruínas ou ao fim ou ao início do dia, antes das excursões chegarem.

 

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Moray

 

Infelizmente não fomos a Moray porque de Ollantaytambo seguimos directos para Machu Picchu de comboio. Tivémos pena porque as fotos deste sítio são incríveis e parece ser um local espectacular para visitar, especialmente se conseguirmos ter o sítio um pouco só para nós. Perto também há umas salinas bem simpáticas para tirar fotos!

 

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source: commons wikimedia

 

 

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source: tourandino.com

 

Onde ficámos em Cusco

 

Infelizmente não tivémos a oportunidade de ficar em Ollantaytambo e explorar com mais calma o Vale Sagrado. Acabámos por fazer o Vale Sagrado num dia e seguir directos para Macchu Picchu, onde dormimos em Águas Calientes, a pequena vila de suporte ao turismo de Macchu Picchu. No dia seguinte, ao regressar de Macchu Picchu, voltámos à nossa base de Cusco, onde dormimos no La Casa de Fray Bartolomé, um simpático hotel, bastante grande, alojado num antiga casa colonial, mas com o interior renovado de uma maneira bastante moderna, em tons de branco e azul que gostámos bastante. Está situado a uns 5-10 minutos a pé da Plazza de Armas, o centro de Cusco, pelo que a localização é  boa. O pequeno almoço também é agradável. Está na categoria de hotel de preço médio, onde a relação qualidade preço é bastante boa.

 

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Declaração de interesses: ficámos no La Casa de Fray Bartolomé a convite da gerência. Como sempre, as opiniões aqui descritas são as nossas.

 

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