O Little Karoo e Oudtshoorn- A Capital Mundial da Avestruz

Depois de 2 dias muito bem passados em Port Elizabeth e outro passado no Addo’s Elephant National Park, foi altura de voltar para Capetown, de onde partimos para 15 dias na Namíbia.

Route 62

O caminho de regresso desde Addo foi repartido em três dias e mesmo assim precisámos de várias horas de condução por dia….a África do Sul, apesar de ter boas estradas e podermos conduzir a uma média de 100/120 km/h, não deixa de ser um país enorme, que necessita de várias horas de condução para atravessar…

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A primeira etapa da viagem de regresso, levou-nos de Addo até Oudtshoorn, na região do Little Karoo, uma região “ensanduichada” entre as montanhas costeiras da Garden Route e a cordilheira de Swartberg. Ao contrário do mais desértico Big Karoo, a norte, o Little Karoo é atravessado por várias linhas de água que faz desta região uma área muito cultivada (passamos hoje pelo Apple Valley, com milhares de árvores por exemplo. Agora percebo de onde vem a fruta que às vezes vemos nos supermercados Europeus, fora da nossa estação). Oudtshoorn, onde passámos a noite, é conhecida por ser a capital mundial da Avestruz, com cerca de 450 quintas de criação.

Para quem vem de visita à África do Sul, o Little Karoo deve ser uma região obrigatória, onde se podem apreciar as grandes paisagens vastas do interior, cobertas ora de campos cultivados ora de vegetação rasteira, com as montanhas sempre por perto.É aqui que a roadtrip faz sentido, e a route 62, que atravessa toda a região é certamente das estradas mais cénicas do mundo!

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Adoramos os Coffee Shops Sul Africanos!!

Chegámos ao início da tarde a Oudtshoorn e aproveitámos logo para fazer uma pit stop num coffee shop que adorámos- o SmitsWinkel, que foi o nosso porto de abrigo durante a estadia nesta cidade. (os sul africanos são experts em fazer cofee shops cheios de pinta, bem decorados, com óptimas sobremesas- provámos uma milk tarte, deliciosa!).

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À procura de Timons

Recomendaram-nos uma visita às suricatas (o Timon do Rei Leão), mas como estava esgotada, propuseram-nos como alternativa ir com o guia na ronda que faz na véspera de cada visita, para ver onde é que os bichos vão dormir, para no dia seguinte, estar lá no momento em que saem e que fazem os seus rituais matinais. Foi fascinante passar o fim do dia com ele, com um pôr do sol Africano, por detrás das montanhas, enquanto nos explicava tudo acerca destes animaiszinhos. Infelizmente demorou mais tempo que o normal para as encontrar e só pudemos ver duas, antes de entrarem para a toca…

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Bife de Avestruz!

Depois de um dia cansativo (fizemos 6 horas de carro da parte da manhã!), merecíamos um miminho, e por isso fomos comer a especialidade local, avestruz, ao restaurante que o guia nos recomendou, o Bello Cibo (http://www.bellocibo.co.za/), que tem preços bastante em conta (dois pratos, duas bebidas e uma sobremesa 20 euros). Comemos de sobremesa um Date Pudim, uma especialidade Sul Africana também….divinal ( e uma bomba calórica, claro!)

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Abrandando o Ritmo….

No dia seguinte tínhamos planeado partir…mas gostámos tanto de Oudtshoorn e sentímos que precisávamos de abrandar um pouco o ritmo e ter um dia um pouco mais descansado. Assim decidimos ficar mais um dia, e assim ter a possibilidade de ter uma vaga na visita das Suricatas, de manhãzinha, antes de partirmos em direção a CapeTown.

(Ainda não encontrámos o nosso ritmo ideal, mas na África do Sul foi demasiado apressado, onde tirando Port Elizabeth e Cape Town nunca dormimos duas noites no mesmo sítio! Dum lado queremos aproveitar ao máximo, mas por outro vamos viajar durante o ano, por isso não podemos fazer o mesmo ritmo que faríamos se fossemos viajar 15 dias…)

Swartberg Pass

Este segundo dia em Oudtshoorn foi aproveitado para visitar uma dos “Mountain Passes” mais emblemáticos da África do Sul, o Swartberg Pass, que consiste numa estrada íngreme e recortada que atravessa a cadeia de montanhas Swartberg (montanha negra em afrikaader) , uma paisagem que faz parte do Património Mundial da Unesco. Esta estrada em terra batida é imprópria para quem não se sente à vontade com alturas e precipícios mesmo ao lado da janela do carro, mas para os mais corajosos oferece vistas incríveis a Sul do Little Karoo e a Norte do Great Karoo. A paisagem e  toda a experiência de condução agreste  faz com que seja uma experência obrigatória a quem venha a Oudtshoorn! (Há uma volta circular que passa pela cidade de Prince Albert a norte, que deve valer muito a pena, mas por falta de tempo apenas fomos até ao cume da montanha e voltámos para trás)

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Quinta de Avestruzes…algo desiludidos…

Da parte da tarde, e porque estávamos na Capital Mundial da Avestruz, sentímo-nos na obrigação de ir a uma quinta de avestruzes. Escolhemos a High Gate, por ter sido recomendada, mas não gostámos particularmente da visita… Achámos muito artificial/impessoal, e mesmo um pouco triste/insensível a maneira como tratam as avestruzes para os turistas poderem se sentar nelas para tirar uma foto, ou como fazem corridas de avestruzes…muito cómico tenho que admitir, mas o meu (pequeno) lado “GreenPeace” faz com que não recomende verdadeiramente esta quinta. Os guias de viagens recomendam a Cango Ostrich Farm que parece ser melhor, sem este lado circo.

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Onde ficámos

O hotel onde ficámos os dois dias em Oudtshoon foi o Karoo Retreat, uma guest house, com uma decoração que a Hélène adorou, muito vintage/colonial. A alojamento mais cosy que ficámos na África do Sul certamente! Situado numa rua parelela à estrada principal é bastante calmo, ideal para descansar dos dias cansativo como o nossos! A gerente, a Sra. Ina, é super prestável e querida, sempre muito preocupada para que não tivéssemos frio à noite- parece que as noites de inverno por aqui são bastante frias, mas com os aquecedores e o cobertor eléctrico (maravilha da tecnologia que ainda não tinha experimentado!) o ambiente esteve sempre agradável! Para quem visita no Verão, há uma pequena piscina que imagino que faça a alegria dos hóspedes. A 650 Rands a noite, não é certamente dos alojamentos mais baratos, mas a relação qualidade/preço é muito boa, o que para quem tem um pouco mais de orçamento, vale muito a pena!

 

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(Declaração de interesses: ficámos no Karoo Lodge a convite da proprietária, a Sra. Este. Como sempre, as opiniões aqui descritas são independentes e nossas).

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