Mendoza- Paisagens incríveis de montanha e de vinhas!

 

Depois de uma breve estadia no Chile, atravessámos os Andes, desde Santiago a Mendoza, uma cidade argentina conhecida por ser a capital da região vinícola mais importante do país das Pampas.

A viagem de 8 horas através dos Andes pode figurar sem dúvida em qualquer artigo entitulado “As 10 estradas mais bonitas do mundo”, e, para nós está lá em cima com a estrada do Cabo da Boa Esperança e a Great Ocean Road. Ao sair de Santiago começamos a avistar lá ao fundo a cadeia montanhosa dos Andes e aos poucos vamos nos aproximando, até que atacamos a encosta numa estrada sinuosa, com curva e contracurva sucessiva,  conhecida por “Les Caracoles”. Com a altitude sente-se que lá fora o frio reina e as janelas do autocarro ficam completamente embaceadas! No topo da passagem, a 3200 metros, chegamos ao Cristo Redentor, onde um longo túnel nos leva do Chile à Argentina!

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A paisagem de montanha árida do lado argentino é incrível e para quem visita apenas a Argentina, é possível alugar um carro ou ir numa tour só para ver estas paisagens incríveis. Pelo caminho, à nossa esquerda é possível ver o Monte Aconcágua, a maior montanha da América do Sul !

 

 

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Mendoza em si não é propriamente uma cidade bonita, já que foi totalmente destruída por diferentes terramotos. Porém é uma cidade agradável para servir de base para explorar as montanhas e a zona das vinhas, com uma oferta grande de restaurantes, hotéis e agências de viagens, com um ambiente autêntico muito agradável.  É também um sítio bom para compras, com imensas lojas! O centro nevrálgico da cidade é a Praça da Independência, que de quintas a domingo tem um mercado nocturno simpático. Para restaurantes e bares, a Avenida Villanueva Aristides é o sítio a ir, sabendo que a noite para os Argentinos começa tarde. Restaurantes, nunca antes das 20h30/21h!

 

 

Como visitar as vinhas de Mendoza

 

Visitar as vinhas de Mendoza é algo que à primeira vista não é tão simples assim. A melhor opção é sem dúvida alugar um carro. Para quem tem um orçamento folgado podem fazer uma tour com um bom operador como a Trout and Wine, mas que custa mais de 150 dolares por pessoa! Há ainda um autocarro que percorre um circuito das principais caves, o Bus Vitivinícola, ou ainda ir de transporte público até Maipu, o subúrbio de Mendoza onde estão as vinhas mais próximas da cidade e alugar uma bicicleta no Mr. Hugo.Apesar de haver muitas adegas antigas nesta zona e de ser engraçado a volta de bicicleta não recomendo realmente esta opção porque as vinhas mais bonitas são as mais longe de Mendoza na zona de Valle de Uco, onde as adegas estão mesmo no sopé dos andes, uma paisagem incrível e única no mundo! Da mesma forma não recomendo as visitar low cost que levam a duas adegas e a um lagar de azeite, porque também ficam apenas pela zona de Maipu. Idealmente fiquem dois dias e visitem Maipu um dia e as vinhas mais distantes no outro. (Se houver estômago e orçamento para tanto vinho!)

Nós alugámos um carro por cerca de 50 euros por dia e acabámos por visitar apenas três adegas, já bastante distante de Mendoza. A primeira foi a Terrazas de los Andes, em Lujan de Cuyo. O cenário não era bonito mas a adega em si era bonita e o vinho era bom. (70 pesos, 2 vinhos com visita guiada). Almoçámos no excelente Primula Cantina Ferroviaria, um restaurante com uma decoração boémia, muito Brasserie Française!

 

 

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A adega seguinte foi a Catena Zapata, uma das adegas mais conhecidas da zona de Mendoza, com uma arquitecture moderna em forma de templo inca, com uma vista incrível do vinhedo com os Andes como pano de fundo. Como aparecemos sem marcação podémos apenas passear pela adega sem visita guiada e provámos dois dos tintos, um para exportação, mais suave, e outro para consumo argentino, mais forte. Os dois muito bons!

 

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Depois da Catena Zapata dirigimo-nos até Valle de Uco, por uma estrada incrível com paisagens de montanha fantásticas. Vir a Mendoza e não fazer esta estrada é um crime (e é por isso que recomendo vivamente alugar um carro!). A estrada é mais longa do que pensávamos e chegámos já tarde a excelente Bodega Salentein, uma quinta moderna, mesmo ao pé dos Andes. Beber um copo de vinho tinto, ao soleil, a olhar para as montanhas enevadas dos Andes é daqueles momentos em que pensamos: ” Life’s good!” .

 

 

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Dicas práticas:

– Comprem os bilhetes com antecedência no trajecto Santiago Mendoza, para que possam escolher os primeiros lugares em frente à janela. No site da Andesmar poderão comprar os bilhetes online (www.andesmar.com)

– Na fronteira entre o Chile e a Argentina todos os produtos vegetais, queijo, leite e carnes fumadas não podem passar. Comam o picnic antes de atravessar a fronteira!

Restaurante La Barca é um bom sítio em Mendoza para comer todo o tipo de massas. Os bifes também são muito bons! Uma coffeeshop a não perder: Brod. O Mercado Central é um bom sítio para comprar empanadas.

– Para quem faz a visita por si próprio convém enviar email ou telefonar com antecedência para ter uma hora de visita. Pode ser algo frustrante porque às vezes ninguém responde e quando chegamos lá sem reserva dizemos que é preciso telefonar antes…

– Recomendo um itinerário a sair de Mendoza bem cedo e ir pela Auto Estrada Directamente até Valle de Uco até à Bodega Salentein, para estar lá antes das 10h. Daí podem ver ainda a Bodega Clos de los 7, antes de começar a vir para cima,pelas pequenas estradas para Lujan de Cuyo, onde poderão ver a Bodega Zapata e se não for muito tarde poderão almoçar no Primula (servem refeições até bem pelo meio da tarde). Idealmente para não ter que voltar para Mendoza no mesmo dia uma estadia na zona do Valle De Uco seria o ideal.

 

Onde ficámos

Em Mendoza ficámos no Hotel Portobelo, que fica convenientemente perto do Terminal de Bus, mas que fica a 20 minutos a pé do Centro (ou a 20 Pesos de taxi). Este é um pequeno hotel familiar cuja melhor coisa é um pequeno jardim e piscina, indispensáveis para quem visita Mendoza no Verão. Os quartos e casas de banho são enormes, se bem que o hotel comece já a precisar duma pequena renovação. Faz-me lembrar daquelas residenciais em Portugal que ficaram como herança dos anos 80 e 90, e que pouco mudaram (para o bem e para o mal!) A simpatia e ajuda do staff é também uma das melhores coisas deste hotel. O restaurante que fica na mesma rua, (perguntem na recepção) tem umas óptimas empanadas e uma boa parilla, a preços moderados!

 

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Declaração de interesses: Ficámos no Porto Belo a convite da gerência. Como sempre as opiniões aqui expressas são as nossas.

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