Lima- Como gostar da capital do Peru

Lima. Sejamos honestos. Não é Buenos Aires ou o Rio de Janeiro, cidades icónicas da América do Sul. Juntamente com cidades como Phnom Penh ou  Nova Dehli faz parte dum grupo de capitais que têm um trabalho duro de estar à altura das expectativa de turistas que vêm visitar uma Maravilha do Mundo, como neste caso é Machu Picchu. Juntem a isso uma série de tremores de terra, próprios da região andina, que foram destruindo ao longo da história a maioria dos edifícios da época colonial, a criminalidade e sobre desenvolvimento caótico típico de uma mega cidade da América do Sul e voilá, têm de que estar desiludidos com esta cidade…

 

Mas se vieram com as expectativas muito moderadas, ou se estiveram habituados a outras mega cidades da América do Sul , o único perigo será mesmo de gostarem de Lima! E foi o que nos aconteceu…

 

Depois de 3 semanas a viajar pelo Peru, de Sul a Norte, por entre viagens de 20 horas de autocarro, chegar a Lima soube-nos bem. Optámos por ficar no bairro de classe média/alta de Miraflores, como normalmente toda a gente fica, o que se revelou uma óptima ideia, já que tivémos maioritáriamente contacto com o bom lado de Lima. Foi representativo da cidade? Não  Foi “autêntico”? Sim, no sentido em que se viesse morar para Lima provavelmente moraria num bairro semelhante. Como já disse Lima é daquelas cidades em que a segurança e o acesso a infra estruturas de qualidade razoável deve ser prioritária à parte hardcore dum viajante. E  é por isso que Miraflores é a base de turistas e backpackers para explorar Lima, com uma grande oferta de todo o tipo de alojamento e restaurantes. O acesso ao centro da cidade faz-se através dum sistema engenhoso de transporte público, o Bus Metropolitano, que anda em faixas dedicadas em vias rápidas internas da cidade que faz com que a experiência e rapidez seja muito semelhante ao metro, mas a um custo de construção muito menor!

 

O que ver/fazer em Lima?

Quantos dias? Com a riqueza que o país tem para oferecer, ficar em Lima muito tempo é uma pena. Porém há que não esquecer que Lima era a capital do Império Espanhol na América do Sul, bem presente em muitos edifícios que ficaram dessa época. Há que prever  um dia mínimo para passear pelo centro histórico que se faz numa boa manhã ou numa tarde toda. Nós utilizámos a Free Walking Tour, que é sempre uma maneira de conhecer outros viajantes, ouvir histórias interessantes, conhecer uma pessoa local e bom, ser um pouco preguiçoso e ter alguém a levar-nos aos sítios mais importantes. (se bem que a qualidade seja sempre um incógnita e, na nossa opinião, tem vindo a decair a cada visita que fazemos- às vezes é melhor pôr 10/20 euros por pessoa e ter um bocado mais de certeza que a experiência será melhor). Como sempre há uma parte comercial em que nos levam a uma loja para provar algo- neste caso foi uma lojinha que vendia Pisco, a famosa bebida peruana, o que até foi agradável com um degustação de diferentes variedades!

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Além de passear pelo centro da cidade, e para quem esteja numa de museus e arqueologia, um pouco para se preparar também para a visita de Cusco e Machu Picchu, uma visita aos museus Larco ou Museu de Arqueologia pode ser um bom programa (nós não fomos- normalmente apanhamos graaandes secas neste tipo de museus- mas isso somos nós, uns incultos!).

Para além do centro da cidade o bairro de Miraflores, merece um pequeno passeio à beira mar. É o sítio onde  a classe média/alta de Lima vive, com bons restaurantes e lojas. É um bom exercício comparar a qualidade destes serviços e o tipo de pessoas com o que vemos no centro, para ver as disparidades que existe na sociedade peruana. Dar uma volta e beber um café ou um Pisco Sour no Centro Comercial Larcomar é também um exercício social interessante. Ao fim do dia, a vista para o Pacífico ao pôr do Sol vale a pena pelas cores!

 

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Credits: Lindsay Matejak

 

Onde Comer

Lima para nós foi mais um sítio de descanso de 2 ou 3 dias, para recuperar do Peru e antes de apanharmos 3 (!!) voos para chegar ao Bonito no Brasil. Além disso nessa altura estava com bastantes problemas intestinais (poupo-vos os pormenores) pelo que acabámos por não aproveitar o melhor que Lima tem- os seus restaurantes, sendo conhecida como a capital culinária da América do Sul, especialmente por ter vários restaurantes bastante sofisticados que misturam muito bem elementos da cozinha andina, com a cozinha espanhola e internacional. (preparem orçamento porém, que não são dados este tipo de restaurantes). Bom, como não experimentámos muitos restaurantes não vos podemos recomendar grande coisa, excepto o Design your Salad em Mirafolores, se estiverem com vontade algo mais saudável. Para uma opção menos saudável mas muito popular é o La Lucha, para sandes e hamburgers- não provámos porque o meu estômago de certeza que não iria gostar, mas vontade não faltou!

 

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Onde ficámos

Em Lima fizemos parceria com dois sítios bem simples mas muito acolhedores em Miraflores, com os donos duma simpatia incrível, muito prestáveis e com boas dicas e conselhos de o que visitar, como ir, o que comer. Em primeiro ficámos no Casa Wayra, um guest house/hostel com a hospitalidade e ambiente simpático dum hostel mas com o conforto duma guest house. Gostámos particularmente da super localização, da simpatia do dono o Kike, e da área de pequeno almoço, muito luminosa, confortável e convivial. Ficámos num quarto duplo, muito espaçoso com a casa de banho totalmente renovada o que é sempre agradável.

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O outro sítio onde ficámos foi o B&B tradiciones. Aqui temos mesmo a impressão de ficar na casa de alguém, de um tio ou de um avô, o Sr. Angelo, que é provavelmente das pessoas mais simpáticas e acolhedoras que conhecemos no Peru. Ah, e fala português!! A localização também é central e as dormidas incluem pequeno almoço, tomado num pequeno pátio no exterior! Os quartos muitas vezes têm capacidade para acolher 4 pessoas, o que fica em conta para famílias ou para quem viaja em grupo!

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Declaração de interesses: ficámos nestes dois sítios a convite dos proprietários. Como sempre, as opiniões aqui expressas são as nossas.

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