Grampians, Austrália- Um gostinho a Outback ao pé de Melbourne

 

Uma das etapas mais agradáveis da nossa roadtrip pela Austrália foi quando abandonámos a costa em direção ao interior, numa tentativa de ter um gostinho ao famoso Outback Australiano. Direção: Grampians.

Um pequeno concelho a quem prepara uma visita à Austrália: pensemos neste país e as primeiras imagens que nos vêm à cabeça, para além de Syney claro, serão provavelmente as imagens do Bush Australiano, do Outback, tornadas famosas pelo filme Crocodile Dundee. Porém, os dois sítios em que normalmente se vêm este tipo de paisagens, Kakadu National Park, perto de Darwin no Norte, e o Uluru, mesmo no centro, não fazem normalmente parte do itinerário de quem vem uma primeira vez à Austrália. Porquê? Porque após visitar Sydney e Melbourne, com os seus arredores e ir até à Barreira de Coral, entre paragens na praia de surfistas de Byron’s Bay, Fraser Island e as Ilhas WhiteSundays, normalmente não sobra muito tempo (ou orçamento) para uma viagem de avião para ver as paisagens de Outback. Nesse aspecto, o nosso itinerário de um mês pela Austrália não foi bem conseguido, porque priviligiámos a roadtrip à beira mar nos estados de Queensland, Victoria e New South Wales, e não nos sobrou tempo e orçamento para ver as paisagens de Outback. Resumindo e concluindo: se quando vierem à Austrália o que procuram primeiramente é a experiência Crocodile Dundee, reservem imediatamente um bilhete de avião para Darwin e sacrifiquem algumas das atrações na costa, como por exemplo Melbourne e a Great Ocean Road (o que até me custa dizer, tão incríveis são estes dois sítios!).

Dito isto, quando chegámos ao posto de Turismo de Melbourne e vimos a imagem duma montanha de forma bicuda, com cores avermelhadas incríveis ao nascer do sol, soubémos imediatamente que esta seria talvez a experiência mais próxima de Outback que teríamos nesta visita, e incluímos imediatamente os Grampians no nosso itinerário. Para quem sai de Melbourne em direção à Great Ocean Road, os Grampians são fáceis de incluir no itinerário com um pequeno desvio para o interior. Contar cerca dumas 3 horas desde o fim da Great Ocean Road e depois uma 4 horas de regresso a Melbourne.

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Hall’s Gap é a base para explorar esta região e o ponto de partida para a caminhada que queríamos fazer, em direção ao Pinnacle, o topo da montanha bicuda com um vista incrível sobre toda a planície lá em baixo. Chegámos a esta pequena cidade no momento ideal, durante o seu famoso festival de Jazz! Uma super experiência autêntica em que nos sentimos  jovens, já que  a média de idades da plateia deveria andar à volta dos 65 anos, o que não afectava em nada o ambiente de festa vivido, pelo contrário!

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A caminhada para o Pinnacle começou no dia seguinte, ainda de madrugada, para poder apanhar as cores do nascer do sol e para escapar ao calor sufocante do Verão Australiano. Pelo caminho, como já era hábito vimos imensos cangurus, que aparecem pelo fresco da manhã e do fim do do dia. O percurso para chegar ao Pinnacle é relativamente fácil. São duas horas de subida moderada, com bons trilhos e paisagens de bush australiano, fazendo com que o tempo passe relativamente depressa. Lá em cima a paisagem é mesmo incrível e para quem gosta de paisagens de montanha vale mesmo a pena. A caminhada, as rochas bicudas do Pinnacle, a vegetação e as cores é mesmo um saborzinho a outback, ali tão perto de Melbourne. A região tem ainda muitos outros miradouros, passeios pedestres e mesmo sítios para tomar banho, com algumas cataratas! Vale a pena o desvio de dois dias para quem visita Melbourne e faz a Great Ocean Road!

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Onde ficámos

 

“Come on girls!!!” gritou a Jeff ao entrarmos no enorme recinto vedado, parte da sua imensa propriedade. Lá ao fundo vimos então vários pequenos vultos que começarem a galopar freneticamente na nossa direção. Ao aproximarem-se começámos a distinguir os seus longos pescoços a baloiçar com o galope, longos quase como os das girafas. Abanavam tanto que parecim que podiam se quebrar a qualquer momento! A manada de alpacas percorreu os 800 metros que nos separava em tempo de recorde, doidas com os apelos do dono, sabendo que teriam direito a uma boa dose de ração! Esta é a principal memória que levaremos do Halls Haven Resort, um complexo de pequenas casinhas, à volta dum charco, no meio dum enorme terreno, tão grande que tem mesmo um range para praticar tacadas de golfe, e onde os Kangurus vêm comer ao fim do dia e de manhãzinha. Para além de Alpacas e Kangurus, há todo o tipo de animais de quinta, desde bois a cabras, sem esquecer o porco doméstico do dono, sendo portanto o sítio ideal para quem tenha crianças :) O Halls HavenResort é uma excelente base para explorar a região, especialmente para se repousar ao fim dum dia de caminhadas, fazendo um bom barbecue!

 

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Declaração de interesses: Ficámos no Halls Gap a convite dos proprietários. Como sempre, as opiniões aqui expressas são as nossas.

 

 

 

 

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