Angkor Wat- Tudo o que precisas de saber para planear a tua visita

Angkor, o complexo de templos no Cambodja, é certamente uma das 7 maravilhas históricas do Mundo, a par de sítios como o Taj Mahal, Machu Pichu, Coliseu de Roma, Pirâmides, Petra…

É a atração histórica mais importante do Sudoeste Asiático, ( se bem que também adore Bagan, no Myanmar), sendo um ponto de passagem obrigatória a quem venha pela primeira vez ao Sudoeste Asiático! É mesmo daqueles sítios que nenhum viajante que se preze possa descansar sem o ter visto pelo menos uma vez na vida!

 

Após uma primeira visita em 2009, voltei a Angkor durante a nossa volta ao Mundo , pelo que já vou conhecendo os cantos à casa. Sabendo que nem sempre é evidente saber como planear a viagem, deixo aqui as 11 coisas que devem ter em conta, ao planear a vossa viagem:
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1) É necessário visto?

Sim. Pode  ser obtido à chegada, quer por uma fronteira terrestre ou no aeroporto. Custa 30$ e é preciso uma fotografia. (se bem que na fronteira podem-se tirar fotografias, por um preço relativamente caro! O dinheiro compra tudo às vezes!).

 

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2) É preciso tomar vacinas?

As vacinas para a Febre Tifóide e Hepatite A são recomendadas. (se bem que muita gente visite o Sudoeste Asiático e não as tome, incluindo eu numa primeira visita.). O risco de apanhar Malária é muito reduzido, pelo que não é necessário tomar medicação de prevenção. Para os mais stressados, podem trazer medicação para a malária, para a tomarem de forma reactiva, caso comecem a sentir os sintomas e não possam fazer um teste de despistagem imediatamente. (o que não é o caso em Siem Reap, onde há hospitais). Como sempre, e para qualquer viagem, comprar sempre um seguro de viagens, para cobrir qualquer eventualidade médica! 

 

 

3) Quando ir?

A época alta é de Novembro a Março, quando o clima é mais seco e as temperaturas mais moderadas (25-30ºC). Em Março e Abril faz muito calor (temperaturas até 40ºC), enquanto de Junho a Outubro é a época das chuvas e portanto, época baixa. Normalmente chove na parte da tarde, pelo que é possível fazer uma boa visita durante a manhã, antes de começar a chover (especialmente para quem começa cedo)

 

4) Que moeda se utiliza?

O dólar é rei. Todos os preços estão cotados em dólares. Tragam alguns dólares até encontrarem uma máquina Multibanco, onde poderão retirar dólares. Existe uma moeda local, o Riel, que também é bastante utilizado, se bem que seja muito difícil de a obter ou trocar fora do Cambodja. É normal que o troco por vezes seja dado em riels. (ATENÇÃO: não caiam no esquema, de na fronteira trocarem o vosso dinheiro por Riels, se alguém vos sugerir para o fazer! As taxas são quase sempre altamente prejudiciais)

 

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5) Como chegar?

Obviamente a maneira mais fácil de chegar é de avião, voando de Bangkok ou Saigão para Siem Reap. (Air Asia por exemplo voa de Bangkok para Pnhom Penh). Depois há inúmeros serviços de Minibus que são oferecidos em Khao San Road de Bangkok. Porém estes são para se tomar por vossa conta e risco, já que muitos deles estão associados a esquemas para enganar turistas (ex: quase “obrigando” os passageiros a obter visto através dos seus serviços, em vez de obtê-lo directamente na fronteira, sob pena de perder o transporte). É uma opção conveniente, mas, se a tomarem 1) não aceitem ofertas para vos processarem os vistos e 2) ofertas para trocar dinheiro.

A maneira mais “segura” para se chegar, vindo da Tailândia, ainda que mais lenta e menos conveniente é mesmo apanhar:

  1. a) comboio para Aranyaprathet,a cidade fronteiriça na Tailândia, da estação de Hualamphong (há 2 comboios por dia, um às 05h55 e outro às 13h05. A viagem demora umas boas 6 horas mas é bastante bonita. Se querem chegar a Siem Reap no mesmo dia sem apanhar um táxi no Cambodja, terão que apanhar o comboio da manhã. O bilhete custa 48 Bahts. Se apanharem o comboio da tarde, é melhor ficar a dormir no lado tailandês, já que há mais oferta.
  2. b) autocarro, da estação de Ekkamai, de onde partem autocarros de 2 em 2 horas ,das 06h30 às 18h30. O preço dos bilhetes é de 230 Bahts em primeira classe e 180 Bahts em segunda. A viagem demora cerca de 4 horas.

Ao chegar a Aranyaprathet terão que apanhar um táxi ou tuk tuk para a fronteira. Daí há um bus grátis para a gare de bus de Poipet, a localidade fronteiriça do Cambodja de onde poderão apanhar um bus para Siem Reap (4 horas, 9 dolares) ou um taxi (30 dolares, cerca de 2 horas, que poderão partilhar com outros viajantes)

De Phnom Penh, a maneira mais conveniente é apanhar um autocarro. A companhia Giant Ibis é muito boa. (wifi e casa de banho a bordo!)

Há ainda a possibilidade, mais longa, mais cara mas mais romântica e cénica de apanhar o barco de Phnom Penh até Siem Reap, entre Julho e Março (o resto do ano é época seca e o rio não tem caudal suficiente). A viagem custa cerca de 35$ e demora entre 4 e oito horas. O barco parte do cais de Sisowath, perto da rua 104, às 07h30 da manhã.

 

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6) Quantos dias para ver os templos de Angkor?

Ah, esta pergunta já fez correr “rios de tinta” em foruns da internet. A maioria das pessoas diz que no mínimo são precisos três dias para poder bem apreciar a magnitude do complexo de templos de Angkor Wat e absorver toda a história e ambiente dum sítio como este. Eu, no entanto, faço parte da minoria, que diz que um dia poderá ser suficiente, acima de tudo se o tempo for limitado, como normalmente é nas férias, especialmente se o nosso percurso involver toda a Indochina! Na minha opinião e experiência, depois de um dia inteiro a ver templos, tive a sensação que chegava, e não tinha mesmo vontade para um segundo ou mesmo terceiro dia. Claro que para amantes de arqueologia e ruínas, 3 dias então é a melhor opção! Acima de tudo, acho que qualquer dia para além do primeiro a ver os templos pode ser utilizado para descobrir melhor o Cambodja, o seu lado rural e acima de tudo as suas pessoas, hospitaleiras e simpáticas!

 

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7) Que templos visitar?

Para quem visita um dia, normalmente o circuito que se faz é o petit circuit, que começando em Angkor Wat (o nascer do Sol neste templo é lindíssimo), segue para o Templo Bayon, Ta Keo e depois Ta Prohm. (sem esquecer o Terrace of the Leper King e o Terrace of the Elephants!). Para quem fica mais tempo, há um Grand Circuit, que cobre mais templos. Para o pôr do sol, os melhores sítios são o turístico Phnom Bakheng ou o mais autêntico Pre Rup.

 

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8) Guia ou sem Guia?

Num sítio histórico desta dimensão e importância contratar um guia para o dia inteiro talvez seja uma boa ideia! Pelo menos, um guia para o templo de Angkor Wat, para dar a história de fundo de Angkor, e explicar os principais conceitos por detrás da arquitectura e da religião associada aos templos. Dois guias recomendados em fóruns são a Len Lann (lenlann@hotmail.com) ou a Siya Pouv, ( siya.angkor@yahoo.com e o telemóvel +85512684947). Claro que cada hotel poderá arranjar-vos um guia ou nos templos maiores, nomeadamente em Angkor Wat poderão encontrar muitos guias a oferecer os seus serviços).

 

9) Como visitar os templos?

Sucintamente 3 maneiras: a mais comum é alugar um tuk tuk, à volta de 10 ou 15 dollares por todo o dia (mais um extra se quiserem começar ao nascer do sol). Um contacto conhecido na blogosfera portuguesa é o Tuk Tuk Batman, (+855 899 04373 batmanfullservice@yahoo.com). Caso contrário todos os hotéis vos podem arranjar um, ou serão abordados na rua por motoristas ávidos de negócio! Alugar uma bicicleta ou uma scooter pode ser uma maneira mais independente e divertida de andar a passear entre os templos!

 

10) Onde comer?

Durante o dia, a hora de almoço é uma das alturas mais calmas para visitar os templos. Se puderem, comecem cedo, para o nascer do Sol e visitem os templos de manhã até ao fim da hora de almoço (levem uma sandocha para enganar a fome, até porque não há nenhum restaurante de jeito dentro do complexo). Voltem a Siem Reap a meio da tarde para almoçar e descansar um pouco para voltar para o pôr de sol, se ainda tiverem coragem. Um bom sítio para comer em Siem Reap é o Haven, que para além dum bom restaurante serve também uma boa causa social, dando formação a jovens vindos de meios desfavorecidos (reservas essenciais!)

 

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11) Onde ficar?

Siem Reap tem alojamento para todas as bolsas e feitios. Por estar no roteiro de backpackers do Sudoeste Asiático é muito fácil encontrar hosteis e hotéis muito baratos. E claro, por ser uma atração turística a nível mundial oferece também hotéis muito bons. Dois possíveis sítios poderão ser o Mantra Angkor Villa para orçamentos mais pequenos, ou o La Niche de Angkor  para orçamentos um bocado mais folgados!

 

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E vocês já estiveram em Angkor Wat? Que outras dicas importantes para planear uma viagem a este sítio incrível?

 

 

 

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