Angkor Wat- Há sítios que temos de ver uma vez na vida- Este é um deles

 

Volta e meio há um capa de revista que enumera os “10 sítios a visitar antes de morrer” (agora que penso, vi estes artigos em inglês, onde “before you die”, por alguma razão, soa menos mórbido que “antes de morrer”!) Anyway, quando vejo estes artigos não posso deixar de sorrir, porque bom, cada lista vale o que vale, e há tanta variedade, beleza e sítios incriveis no mundo que é difícil de os comparar objectivamente (como podemos comparar as dunas de Sossuvlei, na Namíbia) com o Taj Mahal ou com o Blyde River Canyon?).

 

Mas se fizermos uma lista um pouco mais objectiva, do género, as 10 Maravilhas Históricas a ver uma vez na vida, aí as coisas são mais simples e menos controversas. Monumentos como o Taj Mahal, as pirâmides do Egipto, Petra ou Machu Pichu têm que fazer parte desta lista. Angkor Wat, no Cambodja também.

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Para quem visita o Sudoeste Asiático pela primeira vez, Angkor Wat tem que fazer parte do itinerário, ainda para mais quando fica somente a um dia de viagem de autocarro ou a duas horas de avião de Bangkok, uma das portas  de entrada (e saída) mais conveniente para toda a região. Ou seja, se estavam a pensar ir só à Tailandia, tirem alguns dias às praias para vir aqui. Se estão a pensar ir ao Vietname, entrem por Bangkok, e passem 2 ou 3 dias no Cambodja. Como se Angkor Wat não fosse suficiente, têm todo um país de arrozais verdes, gentes simples e simpáticas e um sentimento que este país ainda é muito mais autêntico que os seus vizinhos mais desenvolvidos!

 

Falando de Angkor Wat propriamente dito e como diria o outro, é um Mundo! Um mundo de templos antigos, um mundo de civilização antiga, um mundo de histórias de guerras, invasões, destruição, com muita religião à mistura. Podemos passar dias e dias em Angkor Wat, especialmente para aqueles com um lado de Indiana Jones, que adoram tudo o que diga respeito a arqueologia. O recinto arqueológico de Angkor Wat estende-se por quilómetros e quilómetros, com dezenas de templos de todos os tamanhos, feitios e estados de conservação.Para quem queira explorar os tempos mais remotos, contem com várias horas de estrada para lá chegar!
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Há programas para todo o tipo de viajantes, desde um dia, a três, ou mesmo a uma semana! Como o meu lado Indiana Jones já não é o que era desde os 5 anos, quando vi os Salteadores das Arca Perdida vezes sem conta (sem falar um palavra de inglês ou saber ler as legendas), nas duas vezes que visitei Angkor Wat, fiquei-me apenas por um dia. Sacrilégio dizem uns! Que pena, dizem outros! Bom…cada viajante viaja à sua maneira, ao seu ritmo, e após duas visitas a Angkor Wat, saio sempre satisfeito com o que vi, e sinceramente, apesar de ser um sítio magnífico, não me consigo imaginar a visitar templos vários dias seguidos (em inglês há uma expressão para o sentimento de overdose de templos: temple out!) …até porque há tanto para ver e experenciar no Cambodja, ao nível do campo, dos arrozais e da cultura, que um dia a mais passado a ver templos é um dia a menos a fazer outras coisas.
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3 dicas para planear a vossa visita a Ankor Wat

 

Dito isto, sabem já a minha opinião relativamente a quantos dias passar em Ankor Wat. Mais importante que o número de dias é como se passa o dia em Angkor Wat. Sim, porque há várias coisas a ter em conta, desde o transporte, guia ou sem guia, circuito, entre outras coisas. As minhas dicas:

 

1) Circuito- Para quem visita um dia, o chamado petit circuit reúne os must see temples. Mas quase tão importante como saber quais os templos a vistar é a hora em que devemos visitá-los, para ter as melhores fotos e evitar as multidões de turistas na medida do possível. Visitar Angkor Wat é um dia completo, cansativo, mas assim tem de ser para aproveitar ao máximo! Sendo assim, o meu conselho é de começar o dia super cedo, para poder ver o templo de Angkor Wat ao nascer do Sol. Daí continuar com a visita durante a manhã até ao meio da tarde, evitando parar para almoço porque 1) é uma das horas mais calmas para ver os templos e 2)a comida em Angkor Wat não é de grande qualidade. Tragam uma sandocha do pequeno almoço para enganar a fome e visitem os templos até ao princípio da tarde, altura em que podem voltar a Siem Reap para se repousar um pouco. Ao fim do dia, é altura de sair para ir ver o pôr do sol a Phnom Bakheng (altamente turística) ou Pre Rup.

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2) Guia- talvez seja pela idade, mas cada vez mais aprecio ter um guia em certos sítios, mais carregados de história ou de pequenos detalhes, que um livro não pode captar ou explicar tão bem (para além que não responde directamente a perguntas!). Angkor é daqueles sítios em que acho que vale mesmo a pena ter um guia, nem que seja para o primeiro grande templo, Angkor Wat, para ter um background de toda a história, conceitos religiosos e arquitectónicos que estão mesmo à nossa frente e nem sempre vemos! Se puderem, reservem um guia com antecedência ( (Duas recomendações em foruns são: Siya Pouv, ( siya.angkor@yahoo.com e o telemóvel +85512684947) ou a  Len Lann ( lenlann@hotmail.com), se não, podem pedir ao vosso hotel para vos arranjar um guia, ou, em último caso, há muitos guias em Angkor Wat- Escolham um que seja simpático, façam-lhe uma ou duas perguntas para ver o que vale antes de o contratar! foi o que fizemos! :)

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Não era um guia mas ensinou-me como soprar a gaita cambodjana!

3) Transporte: a maioria das pessoas desloca-se de Siem Reap (a cidade mesmo ao pé do parque de Angkor Wat onde estão todos os hotéis) até Angkor Wat e entre os templos num tuk tuk, que podem reservar através do hotel ou simplesmente na rua. Outra alternativa, talvez mais simpática mas mais aventureira é de alugar uma scooter ou uma bicicleta e fazer a viagem ao próprio ritmo, nas calmas, com o ventos nos cabelos!
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Onde dormimos em Siem Reap

 

Em termos de sítios para ficar, a oferta é imensa, para todas as bolsas. Na nossa visita, tivemos a oportunidade de fazer uma parceria de promoção com o Le Petit Temple, um hotel boutique que bom, apesar de não ser para todas as bolsas, (luas de mel, um prémio pequenino no euro milhões chega!)  digamos que oferece uma experiência à altura do que vivemos em Angkor Wat!
Com uma decoração baseada na arquitectura Khmer e com toques de época colonial, num ambiente requintado, não de luxo, mas de bom gosto e de classe, este foi provavelmente o melhor hotel em que ficámos em toda a viagem (e já ficámos em bons hotéis!)
Não bastasse isso, o restaurante do Hotel é incrível, e comemos uma das nossas melhore refeições  no Sudoeste Asiático, que me fez mudar completamente a minha opinião acerca da cozinha khmer! (que era de ser o parente pobre da cozinha thai e vietnamita…tolices!)
Se conseguirem apanhar uma boa promoção, vierem numa ocasião especial ou tiverem um orçamento folgado, este é um hotel que RECOMENDAMOS!
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